O presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta sexta-feira (4) que não há aumento do desemprego, mas, sim, o que há, é crescimento "dos que procuram emprego", e que estão mais esperançosos de encontrarem um trabalho devido à melhoria dos indicadores econômicos. Ele defendeu este argumento para explicar os indicadores que mostram maior procura por postos de trabalho no país.

Temer participou, em São Paulo, de evento da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) que lançou a publicação Índice de Risco para Negócios Internacionais, que avalia riscos nas dimensões macroeconômica, estabilidade política e social, e segurança dentre 47 países.

Durante discurso no evento, o presidente defendeu sua tese de que, apesar do IBGE divulgar que houve aumento na procura por postos de trabalho no país, isso não significa que o desemprego aumentou, mas, sim, que há mais ânimo na economia, fazendo com que os desempregados fiquem mais encorajados em busca de recolocação.

"Não é porque o desemprego aumentou. É que o desempregado, quando a economia começa a melhorar, ele, que estava desalentado, portanto não procurava emprego, ele se transforma num alentado, ele vai procurar emprego", disse. "Aqueles que procuram emprego, alentados que se acham, aumenta porque a economia está melhorando", defendeu Temer.

Durante sua fala, o presidente comentou que, em janeiro, houve o registro de 78 mil carteiras assinadas no país. Em fevereiro, foram 69 mil e, em março, 59 mil. Mas, por outro lado, houve aumento da procura por trabalho, que atingiu 1,5 milhão de pessoas, segundo o presidente.

Cerca de 4,3 milhões de pessoas não trabalhavam nem buscavam ocupação no fim de 2017, segundo o IBGE. Em fevereiro, o IBGE divulgou que falta emprego para 26,4 milhões de brasileiros.

"Quando você pega os dados do Ministério do Trabalho, você vê que o emprego está aumentando. Mas quando você pega os dados do IBGE, a sensação de desemprego aumentou. É uma coisa curiosa. Sabe por que isso? Não é porque o desemprego aumentou. É que o desempregado, quando a economia começa a melhorar, ele, que estava desalentado, portanto não procurava emprego, ele se transforma num alentado, ele vai procurar emprego e na medida em que vai procurar emprego, e como não há emprego para todos ainda, e ele não consegue emprego, isto entra na margem do cálculo do IBGE", disse ele.

Temer relatou que, na segunda-feira (30), fez uma reunião no governo para entender o que acontece.

"Eu até fiz uma reunião na segunda-feira, véspera de feriado, entre a área econômica e a área do trabalho para esclarecer estes pontos. Interessante, então, o fato de dizer que aumentou o desemprego é que aumentou o número daqueles que procuram emprego. E aqueles que procuram emprego, alentados que se acham, aumenta porque a economia está melhorando", salientou.

"Mas uma coisa é a carteira assinada e outra coisa são os chamados postos de trabalho, de gente que retomou uma determinada atividade. Gente que é cabeleireira, que faz alimentação, carrinho de pipoca, variáveis exemplos. O que acontece nestes quatro últimos meses é que o aumento, a procura por postos de trabalho atingiu mais de 1 milhão e 500 mil pessoas. Se você vai prestar um serviço como cabeleireiro, é porque tem público que paga. Portanto, é uma confiança que vem sendo arrecadada que tem repercussão no exterior. Nós precisamos estar atentos a fatos desta natureza", defendeu.

Fonte: G1

 
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