No caminho para Recife, torcedores do Ceará roubam produtos de restaurante em Mossoró

Foto: Leitor do WhatsApp

Um grupo de torcedores do Ceará que viajava para assistir ao jogo do Vovô contra o Sport, na Ilha do Retiro (Recife), na noite desta segunda-feira, 5, às 19 horas (horário de Fortaleza), invadiu um restaurante em Mossoró (RN), na BR-304. Eles roubaram produtos que estavam à venda no estabelecimento, como uísque, perfume, energéticos e até desodorantes. O grupo estava com camisas escondendo o rosto quando praticou o ato, no início da manhã, por volta das 5 horas.

Uma fonte da Polícia Militar de Mossoró, que pediu para ter o nome preservado, disse ao O POVO Online que o local invadido tinha apenas dois funcionários em horário de trabalho e que eles sofreram ameaças de morte caso houvesse denúncia. Mesmo assim, a Polícia Militar foi acionada e dois ônibus foram parados ainda em Mossoró e dois em Assu, cidade que fica a 224 km de Natal. "A ação foi bem violenta", descreve a fonte ouvida.

Após a abordagem policial, o dono do estabelecimento foi ao local e ali mesmo fez um acordo. Alguns membros da torcida reuniram dinheiro e pagaram cerca de R$ 1 mil para amenizar o dano. O proprietário decidiu não prestar queixas e os ônibus seguiram viagem depois do acerto amigável.

Os policiais não conseguiram identificar se os assaltantes eram de torcida organizada, mas um deles afirma ter visto uma pessoa com camisa da Cearamor. A direção da entidade confirma que a torcida está viajando junto com a Movimento Organizado Força Independente (Mofi). Cerca de 300 componentes já estão em Recife para apoiar o Alvinegro.

Versão da Cearamor

O POVO entrou em contato com o presidente da Torcida Organizada Cearamor, conhecido apenas como Jay, que disse que o que aconteceu no restaurante não foi "nada demais". Segundo o diretor, as duas torcidas pararam em um posto de gasolina e realmente saíram levando produtos sem pagar, confirmando essa versão da Polícia. Contudo, ao ser parados pela PM, retornaram ao local e pagaram tudo o que levaram em acordo com o dono do estabelecimento.

Fonte: O Povo