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"É necessária adaptação", diz porta-voz dos Bombeiros sobre equipamentos israelenses em Brumadinho

Militares israelenses reforçaram buscas em Brumadinho
(Foto: Gladyston Rodrigues/EM)

Porta-voz do Corpo de Bombeiros, o tenente Pedro Aihara afirmou que é preciso adaptar os equipamentos israelenses no processo de busca por desaparecidos após o rompimento da barragem em Brumadinho, cidade localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nesse domingo, equipes brasileiras foram reforçadas por 136 militares de Israel, que levaram ao local do desastre tecnologias costumeiramente utilizadas em outros cenários no Oriente Médio.

"É necessária alguma adaptação em relação às condições às quais esses equipamentos estão acostumados a trabalhar. Lá em Israel, por exemplo, a realidade que eles trabalham é com uma topografia estabelecida, geralmente em ataques com bombas e desmoronamentos. Aqui, na realidade mineira, a gente tem muita lama que nem sempre permite o deslocamento desses aparatos no rejeito", avaliou Aihara.

Nesta segunda-feira, uma declaração do comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo ngelo, causou polêmica. O militar afirmou que os equipamentos israelenses “não são efetivos para esse tipo de desastre”.

“O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios. Então, esse já é um equipamento ineficiente. Dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre”, disse, em declaração reproduzida pela Folha de S. Paulo.

Embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley rebateu as críticas: "Começamos os trabalhos hoje (segunda-feira) cedo e até agora ajudamos a resgatar 15 corpos na lama. Não viemos disputar quem é mais forte. Queremos ajudar as famílias, o calor do corpo é o calor da terra. Então nesse caso não funciona. Mas trouxemos, por exemplo, um sonar que pode detectar o corpo, fazer imagem dos corpos na lama", disse, em entrevista ao Uol.

Questionado sobre o tema, o tenente Pedro Aihara fez coro à declaração do embaixador israelense e relatou, inclusive, uma conversa com o coronel Eduardo ngelo. “A informação de que esses equipamentos não seriam efetivos é extremamente equivocada. Estive com o coronel ngelo, que é responsável pelas operações. Ele informou que cooperação tem sido extremamente efetiva. Então, a gente já está trabalhando com ele no local. O local selecionado para que eles trabalhassem em conjunto com os bombeiros é o local que tem mais potencialidade para que esses equipamentos sejam utilizados. Isso porque é nessa área que estima-se as pessoas sob maior profundidade. Portanto, será benéfico para nossas atuações”, completou.

As buscas por desaparecidos na região da Mina Córrego do Feijão continuam até as 22h desta segunda-feira e seguem na terça. De acordo com os dados mais recentes, 65 pessoas morreram. Outras 279 estão desaparecidas.

Fonte: O Estado de Minas

Brasil

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