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Gil Chagas ganha título de "Mestre da Cultura Tradicional do Estado do Ceará"

Gil Chagas tem 46 anos de profissão. O artesão e luthier agora é reconhecido como difusor de tradições, da história e da identidade. Antes, em Aurora, somente o mestre Antônio Pinto, possuía esta reverência. Foto: Gil Chagas

Francisco Gildamir de Sousa Chagas, ou simplesmente "Gil Chagas", ganhou a reverência de "Mestre da Cultura Tradicional do Estado do Ceará". O artesão e luthier agora é reconhecido como difusor de tradições, da história e da identidade, atuando no repasse de seus saberes e experiências às novas gerações. Ele foi selecionado pela Coordenadoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Secult, após apresentação de propostas pela sociedade civil. O resultado das etapas de seleção foi divulgado no último dia, 4 de janeiro. Antes, em Aurora, somente o mestre Antônio Pinto possuía esta comenda.

O novo “Mestre da Cultura”, de ora em diante, conta com reconhecimento institucional e passa a receber um subsídio no valor de um salário mínimo mensal, como auxílio para a manutenção de suas atividades e para a transmissão de seus saberes e fazeres.

Quase que anualmente, a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) diploma pessoas, grupos ou comunidades que realizam com maestria o delicado trabalho de permear as tradições culturais que nasceram e se firmaram de forma espontânea no Estado. Eles são os chamados “Tesouros Vivos da Cultura”.

Sobre Gil Chagas

Nascido em Juazeiro do Norte, Gil Chagas tem 46 anos de profissão. O artista atualmente reside no bairro Araçá, em Aurora, aonde chegou com três meses de vida, trazido pelos pais. O artesão começou os trabalhos observando o seu pai e o seu avô atuarem como carpinteiros.

Segundo ele, a fé em Mártir Francisca o fez se tornar um escultor.

"Eu já esculpia em madeira pés, braços e cabeças para os devotos de Mártir Francisca, e só faltava montar o quebra-cabeça das esculturas. Quando consegui fazer a minha primeira estátua, me tornei devoto. Eu atribuo este feito de conseguir trabalhar como artesão a ela", disse Gil Chagas.

O amor pela profissão se tornou um fator impeditivo da presença na escola. O artesão esculpia escondido de sua mãe e guardava as estátuas de madeira num local próximo a um açude. Certo dia o manancial sangrou e todas esculturas foram levadas pelas águas.

Hoje, o artista é conhecido nacionalmente, tendo sido destaque nacional em jornais, revistas e programas de TV por várias ocasiões. Ele já deu palestras em universidades e foi fonte de pesquisas para a Fundação Casa Grande.

Em julho de 2018, Gil Chagas participou do Festival de Rabecas da Tradição, no Cine Teatro São Luiz, em Fortaleza, onde representou o Ceará como luthier, conquistando o primeiro lugar.

Além do talento como escultor e músico, Gil Chagas também atua desenvolvendo trabalhos que representam as funções da matemática, física e ciência. Um dos projetos está sendo elaborado para exposição, sendo que inicialmente a proposta é exibi-lo na Fundação Casa Grande, no município de Nova Olinda, ou na Unifor (Universidade de Fortaleza).

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do Portal Aurora Notícias no (88) 99799-9345.

Aurora

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