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Dirigente do Flamengo defende estrutura do alojamento, e credita às fortes chuvas a tragédia que matou dez jovens da categoria de base do time

Parentes e amigos velaram o jovem Arthur Vinicius, 14, em Volta Redonda.

Minimizando a ausência de alvarás e de licenças como causas para a tragédia, o presidente-executivo do Flamengo, Reinaldo Belotti, fez pronunciamento à imprensa e disse acreditar que picos de energia provocados pelas chuvas que atingiram o Rio de Janeiro teriam ocasionado o incêndio no centro de treinamentos que matou dez jovens das categorias de base do Flamengo. Sem abrir às perguntas, ele alegou que o clube fez manutenções recentes nos aparelhos de ar-condicionado.

"Aquilo não era um puxadinho que o clube escondia. Era um alojamento confortável, adequado à sua finalidade. A estrutura organizacional do Flamengo fez preventivamente uma manutenção em todos os aparelhos de ar-condicionado e isso pode ser mostrado para quem quiser", declarou.

Segundo a prefeitura do Rio, o projeto enviado às autoridades previa um estacionamento no local, e o clube pagou apenas 10 de 31 multas emitidas por infrações."Isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu. Temos providências a tomar para o CT ser legalizado. Estamos trabalhando para isso. Precisávamos de nove certificados, já temos oito. Estamos trabalhando com os bombeiros", acrescentou.

Segundo Belotti, os ventos entre 110 e 120 quilômetros por hora que atingiram o Rio de Janeiro na noite de quarta-feira, 6, não afetaram as instalações do Ninho do Urubu. Ele, no entanto, disse que a região da Vargem Grande foi muito atingida, provocando picos de energia na área que podem ter se refletido nos aparelhos de ar-condicionado do alojamento e ocasionado o incêndio.

"Nós tivemos queda de postes, que atingiram a alimentação e a energia elétrica do CT. As condições do tempo e os picos de energia talvez tenham influenciado no funcionamento regular do ar-condicionado", declarou.

Apesar dos pedidos para responder aos vários questionamentos dos jornalistas, Belotti saiu sem falar com a imprensa. Ele não respondeu por que o espaço era usado como dormitório sem autorização, nem por que deixou de informar aos órgãos responsáveis a mudança de destinação da área de estacionamento, e não detalhou as infrações que justificaram as 31 autuações da prefeitura do Rio.

Agência Brasil